Eu tô de trabalho remoto, e agora?

Desde a semana passada, com o aumento dos casos do Corona Vírus e na tentativa de achatar a curva de propagação, diversas empresas adotaram o home office como modalidade de trabalho. Ela já é conhecida de muita gente. Mas definitivamente, é novidade para muitos. Inclusive para mim. Diria até que para a grande maioria das pessoas que foram transferidas de suas mesas e baias de trabalho para suas casas.

Embora exista a política de home office no Banco do Brasil eu nunca participei de nenhuma das iniciativas que estão sendo experimentadas na instituição há mais de um ano. Mas, partindo do pressuposto que fazer uma tese também é home office, quero compartilhar algumas dicas e estratégias de quando estava na fase da escrita dessa danada.

1 – Você não está de folga ou férias

Não, você não está de folga. Home office é trabalho e exige de todos nós os cuidados que temos quando estamos trabalhando no escritório. Exige disciplina, respeito aos horários acordados. Humanos, como eu, que batem ponto eletrônico (Alô proletariado!), também devem respeitar os horários acordados com os gerentes. Não é porque tá em casa que não vai seguir o acordado. Ou mesmo inventar desculpas para qualquer coisa.

O acordado é o acordado. Não sai caro nem barato. É o acordado. Não estamos de férias. Estamos trampando remotamente.

Pelo fato de estarmos em casa, podemos começar a achar que estamos de folga. Isso pode ocorrer muito com os marinheiros de primeira viagem. Que nunca precisaram trabalhar de casa. Vale tentar seguir em casa as mesmas regras do escritório.

2 – Tenha um lugar fixo para trabalhar

Ter um espaço para trabalhar em casa faz toda diferença quando, de fato, precisamos trabalhar em casa. Sempre gostei de ter meu cantinho para estudar e fazer minhas coisas. Tipo um escritório, sabe? Com mesa, cadeira e tudo que um escritório pode ter.

Pode ser a pontinha da mesa, a escrivaninha do filho estudante ou mesmo seu próprio escritório.

Nunca gostei de trabalhar na cama ou mesmo usar o sofá para fazer coisas relacionadas a trabalho (nesse caso aqui, entende-se como escrever a tese). Trabalhar em lugares que remetem a outras situações que não o trabalho acaba desviando nossa atenção. Desconcentra. Para mim, definitivamente não funciona.

Vamos pensar o seguinte. Todas as vezes que nossos olhos veem cama e sofá, o nosso cérebro associa a outras coisas não relacionadas a trabalho. Cama – dormir e outras coisas mais (nesse rede não pode falar). Sofá – descanso, ver TV. Então não se sabote. Não crie esse vínculo de trabalho com lugares da casa que podem dificultar sua adaptação ao home office. Corra do combo trabalhar na cama e/ou no sofá.

3 – Mantenha a sua rotina diária

Com a mudança do escritório para nossa casa, a gente pode começar a querer quebrar a rotina que já está estabelecida em nosso cérebro. Isso é muito fácil ocorrer quando estamos no conforto de nosso lar. Na nossa zona de descanso (não zona de conforto). Os caminhos cerebrais relacionados com o trabalho devem ser mantidos e estimulados para que a nossa produtividade não caia.

Como o próprio nome já diz, rotina. Nesse caso, ela pode ser sua aliada.

4 – Se arrume como se fosse trabalhar

(uma das minhas dicas favoritas)

Para mim, essa regra era e continua sendo muito clara. Ao me arrumar como se estivesse indo para trabalhar o meu rendimento aumentava bastante. Quase todas as vezes que eu acordava e ficava de pijamas a minha produção era menor em relação aos outros dias que eu me empetecava (eu amo esse termo) para trabalhar.

Nada de pijamas ou aquela camiseta bem surrada, que abraça a gente e amamos ficar em casa. Bota a roupa de trabalho e segue o baile.

5 – Use o seu crachá

Essa dica é muito boa. Ela serve para todos e principalmente para quem tem crianças em casa. O crachá pendurado no pescoço é a identificação que estamos trabalhando. Ele libera nossa entrada nos prédios, dá acesso aos ambientes da empresa e nos identifica (parece óbvio. e é).

Usar o crachá é uma forma de enganar nosso cérebro quando estamos home office. Que mesmo em casa, estamos trabalhando.

No caso dos pais e mães que tem crianças em casa, o uso do crachá, associado ao diálogo de que “quando painho ou mainha estiverem de crachá estão trabalhando” pode ser uma forma de acordo com a criançada. (Tá, eu sei que a gente não consegue controlar esses pestinhas). Mas testem esse artifício. Vai que dá certo pelo menos por alguns dias ou momentos críticos?

Ah, só pra reforçar, este não é meu lugar de fala pois não tenho filh@s. Não considerei, neste caso, que como as crianças estão sem aulas, a vida das mães e pais não deve estar sendo nada fácil. Não quero estar na pele dos painhos e mainhas desse mundo afora.

6 – Combine reportes com o seu gerente

Quando estava escrevendo a tese, sempre dava reportes de minha produção para o meu orientador amado (não contém ironia nesse amado). Ele era bastante flexível quanto a isso de reporte e tal. Mas preferia reportar.

O que quero falar com isso é que esse tipo de satisfação para a gerência mostra o seu compromisso com o trabalho. Que você se preocupa em deixar ele ciente dos passos que estão sendo dados fora do ambiente de trabalho. Longe dos olhos deles

Fica uma dica:

Se seu/sua gerente não propôs reportes, proponha você. Tenha iniciativa.

Essa atitude demonstra seriedade e profissionalismo com o trabalho. Pode melhorar consideravelmente a relação de confiança entre vocês. Eles podem ser uma maneira de te estimular a cumprir os prazos e as entregas que precisam ser feitas.

Os reportes podem ser bússolas e direcionadores das suas ações. Podem ajudar a dividir o tempo que você tem para as tarefas de rotinas e as que irão surgir, naturalmente, ao longo desse período de isolamento social.

Sobre o autor:

Baiano de Riachão do Jacuípe, sou aspirante a escritor, tenho Mestrado e Doutorado em Administração, amo comer acarajé, sei fazer moqueca e chamo minha mãe de Mainha. Ah, também curto demais orientar trabalhos científicos ou que de alguma forma tenha relação com a academia.

Pensando em ajudar quem está começando a carreira acadêmica ou já está nela e quer discutir sobre o assunto, eu criei um Canal no Telegram sobre Mentoria Acadêmica, no qual eu vou começar a dar dicas metodologias e outros assuntos relacionados ao tema.

Vocês também podem me achar no Instagram e Linkedin.

E caso queiram ler a minha tese, basta clicar aqui!

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Eu sou Eri Carneiro e tenho muitos interesses. Na Escola de PhDs, a primeira escola de superpoderes para Profissionais com habilidades Desenvolvidas do Brasil. Nela, eu mentoro e ajudo pessoas em transição de carreira, sejam elas da academia ou não. Minha maior paixão é a sala de aula e curto demais compartilhar tudo que aprendo, por esta razão, antes de qualquer coisa, me considero Professor. Me considero um escritor e um criador de conteúdo para internet. Também me aventuro pelo mundo dos Podcasts e apresento Travessia de Carreira e o Pode Meme. Como acadêmico, tenho os títulos de Mestre e Doutor em Administração. Como cientista, pesquiso nas áreas de Sustentabilidade, ESG, Gestão da Diversidade, Riscos e Métodos.