A Carta mais linda que já escrevi

Publicado por erivaldocarneiro em

Guildford, 29 de dezembro de 2018, inverno.

Oi Junior, tudo bem com você?

Estou lhe escrevendo para mandar notícias fresquinhas. Em breve serei Doutor de fato e de direito! Doutor em Administração, você acredita!? Pois, às vezes, nem eu! E por causa disso, nesses dias andei lembrando de como você era e do quanto você ficaria orgulhoso em ver o tamanho da façanha… Digo isso não por nada, mas é que a imagem do menino franzino, frágil e medroso tem sido uma lembrança constante nos últimos dias… Como você conseguiu sobreviver a todas as tormentas por que passou, sobreviver àquela sensação de não pertencimento ao local onde foi criado, sobreviver ao deboche na escola por você ser diferente dos meninos da sua sala, como você conseguiu? Acho que hoje tenho algumas respostas, não todas, mas acho que você vai gostar de saber…

Talvez tenha sido porque Dindinha Mazinha, sua vó materna, sempre foi seu porto seguro, e você sabia que podia contar sempre com as orações que ela sempre fazia para você! Acho que agora, lá do céu, como estrela, ela está muito feliz com esse meu feito de agora! Sabe, Junior, também consigo lembrar de todo cuidado que Mãinha tinha contigo e a novela que era para você comer, desde molecote! Bom, se fosse só para comer, seria ótimo, mas o trabalho para comer ganhou as ruas quando você entrou na adolescência e a rebeldia típica da época chegou com força. Você começou a dar trabalho na escola, em casa, na casa dos vizinhos, em todo canto; aonde fosse era certeza que teria alguma confusão. Olhando hoje, eu me atrevo a dizer que você foi um adolescente difícil, viu?

Muitas vezes Mãinha e tia Diva não sabiam o que fazer para “colocar você nos eixos” e até excederam nas punições, é verdade… Sabia que a gente andou tendo um papo franco sobre isso, dia desses, aí mesmo por Riachão? Afirmo, com certeza, que elas fizeram o melhor que puderam! Fica bravo, não! Elas são as melhores mães do mundo e usaram os recursos que estavam ao alcance para tentar educar você. Parece que funcionou, não foi? Descobri, depois de adulto, que elas amavam seus beijos e abraços. E agora, quando falo EU TE AMO, Mainha; EU TE AMO, tia Diva, elas curtem muito e já até respondem EU TE AMO, filho! Veja só, você nem imaginaria isso, não é? Pois é!

Outra lembrança linda que tenho, Junior, é de nosso irmão Eurico! Ele já está homem feito e cheio de responsabilidades; acho que a linda amizade que vocês começaram a cultivar desde criança está mais forte hoje! Muito mais forte, e ele foi importante demais para você e continua sendo para mim nessa jornada até chegar aqui! Agradeça a ele toda proteção e amor que ele deu para a gente!

Agradeça também a tia Lena e a tia Dadi, elas são especiais demais, e sempre nos deram amor! Também lembra de tia Terezinha Paim, ela continua a ser o nosso porto seguro! Agradeça também a seu tio Chuá, ele sempre lhe deu apoio e acreditou em você desde essa época; acho até que ele tem grande parcela de responsabilidade nesse feito de agora! Agradeça a Dete Leão por todo suporte que ela deu e continua dando. Não posso esquecer também das primas Rosa, Daniele, Daniela, Juliana, Patrícia, Aline e Andreia por toda torcida e carinho. Saber que as tenho torcendo e me apoiando em todas as etapas da vida me deixa mais forte…

Você se lembra também de Neylor e Toninho? Acredita que até hoje somos amigos? Ainda lembro da gente no tempo da UEFS. Quando a gente se encontra, a farra ainda é garantida! Agradeça a eles, porque nem mesmo o tempo e a distância interromperam nossa amizade.

Em Ciências Contábeis também fiz grandes amigos, Junior! Renata, Sinthia, Verena e Edilza foram a minha fortaleza na graduação; e a torcida delas, mesmo de longe e sem muito contato diário, até hoje ainda me inspira. E é bom saber que posso contar com elas! Zé Renato, meu eterno (des)ORIENTADOR, tem grande responsabilidade nesse feito… Ele sempre foi e será uma fonte de inspiração para mim! Juliano (meu Nobre) Professor, agradeço o apoio de sempre nessa jornada até aqui!

Outra pessoa a quem tenho muito a agradecer, Junior, é Luciene. A generosidade da amizade dela é um presente que ganhei, e sua presença em minha vida é motivo de celebração e agradecimento; porque ela, de fato, sabe como fazer verão em meio ao inverno. Flávia, também, é uma pessoa a quem agradeço pela amizade que devota a mim, e encontrar com ela cada vez que vou à Bahia é motivo de alegria e felicidade.

Sabe, Junior, os amigos que a vida me deu são as coisas mais preciosas que tenho. Não tenho muitos… Brincadeira! Tenho vários, graças a Deus! Renato é aquele amigo com quem conto para tudo, mesmo que ele esteja morando no Polo Norte (como é agora)! Ele sempre vai me incentivar e torcer por mim! Contar uma novidade a ele é certeza de torcida e apoio. Rafael Rossi é outro presente que a vida me deu. Esse baby é a personificação da gentileza e carinho! Ah, não posso deixar de lhe falar, também, de Rafa, Márcio e Igor.

A gente é como se fosse uma família: briga e também ama ao mesmo tempo! Tê-los em minha vida é, sem dúvida, um presente lindo! Eles realmente sabem como ser presentes! Eu também não posso deixar de mencionar meu amigo Wimerson! Tê-lo na minha vida é motivo de muita alegria (literalmente), e saber que de alguma maneira eu o inspirei para que entrasse na carreira acadêmica me enche de orgulho! Outros amigos que também não posso deixar de mencionar são Rubens, Fernando e Alisson. Tê-los na minha vida é um presente que levo sempre comigo.

Lembrando ainda da temporada de Biologia, talvez a coisa mais linda que aconteceu foi ganhar João Rodrigo como amigo! Ele praticamente viu toda a minha trajetória acadêmica acontecer, e foi a minha inspiração quando resolvi ir para São Paulo em busca do sonho do mestrado e do doutorado. Moramos juntos quando me mudei para lá, e posso garantir que João é o irmão mais velho que eu e Eurico ganhamos. Nós três fizemos a República Baianos34, que foi meu apoio todo o tempo dessa jornada. Tive os mais lindos anos de minha vida na Pauliceia Desvairada, que me acolheu como um dos seus; e ainda acolheu aos meus, incluindo Felipe, primo ponta firme, a quem respeito e amo. A chegada de Felipe a São Paulo, definitivamente, fez primavera no meio do concreto e caos; e a Baianos34 nunca mais foi a mesma depois da chegada dele.

A mudança para São Paulo, Junior, foi um divisor de águas na minha vida. O seu sonho de voar para longe do ninho foi realizado. Lhe digo, com certeza, que lá também tive o apoio de muita gente amada, sem a qual não teria o mínimo sentido. Vou listar algumas delas: Marcos Rodrigo e Filipe são pessoas a quem tenho imenso agradecimento. A amizade deles foi a mais compreensível de todas, pois sabiam que nem sempre eu estava disponível, mas ao contrário de mim, eles sempre tiveram toda a disponibilidade e estiveram prontos ao meu chamado para o que eu precisasse. Por falar neles, não posso deixar de falar da família deles, que foi a minha família lá em São Paulo, também. Tio Douglas, sempre parceiro e na torcida por mim; Mamãe Fafá e Papai Nonato, que preencheram um vazio de amor pela distância de Mãinha; minha mana Kamilla, minha treteira favorita; e Guilherme, seu marido, por sempre me acolherem em sua casa quando tinha rango bom!

Em São Paulo também ganhei Izabel Melo, presente dado por João. A feira de domingo, na Santa Cecília, foi o palco desse encontro “maravilhoso”, e depois daquele encontro num domingo ensolarado, a gente não se desgrudou mais; e a essa mulher, filha de Oxum, agradeço sua parceira e amor! Ganhei Daniel, amigo especial, que chegou de mansinho na minha vida; a ele agradeço todo o suporte, apoio e oportunidade. Allan também foi outro presente que São Paulo me deu, a quem agradeço o amor, acolhida e principalmente respeito dados a mim.

Outra coisa que sempre me lembro, Junior, era de quando você ia para Feira de Santana e passava na frente da UEFS e ficava sonhando um dia estudar lá. Você nem sabia o que era aquele lugar direito, mas sabia que um dia estaria lá. Criança tem umas ideias, não é? A verdade é que aquele sonho de entrar na UEFS cresceu, e quando lá entrei, eu quis ir mais longe e já sabia que eu queria ser Doutor! E olha só, aqui estou: DOUTOR! Não foi fácil, foi uma jornada muito solitária, mas ao mesmo tempo linda e de um crescimento pessoal, acadêmico e profissional que ainda nem sei muito bem no que tenho me tornado, e pessoas foram fundamentais nessa jornada.

Vou lhe falar de Júlio, meu orientador, a quem tenho profundo respeito como ser humano e como profissional. Ele, definitivamente, é alguém a quem preciso agradecer por tudo que fez por mim. Sua paciência, seu incentivo, seu carinho e respeito por mim foram essenciais. A ele também agradeço por sempre acreditar em mim, mesmo quando eu não acreditava! E olha que não foram poucas as vezes que ele me botou para cima. Sorte a minha de encontrá-lo nessa jornada! Agradeço ao professor Serra, pois nele sempre encontrei apoio em tudo e os conselhos que me deu; também agradeço a ele os puxões de orelha (foram alguns) que ele me deu e sei que fez por gostar muito de mim! Outros professores, especialmente Dirceu, Amélia e Manuel, também tiveram grande contribuição. A estes, meu muito obrigado por tudo!

Aos colegas de jornada Léo, Bel, Vivi, Ana Belfort, Ana Leão, Hermani, Loreni, Gislaine e Vivi, agradeço a parceria! A Cíntia e Daniela, os mais pomposos agradecimentos, pois tê-las por perto a todo tempo foi motivo de alegria, e poder partilhar com elas as frustações, as tristezas e conquistas foi, realmente, umas das melhores coisas do doutorado. Amo vocês, divas! Também agradeço a UNINOVE a oportunidade que me deu de estudar em suas dependências; e a Vânia, secretária do PPGA, a solicitude de sempre.

Ainda lembro, Junior, do medo que você tinha de não conseguir emprego quando crescesse. Os tempos eram duros, e a fila de desempregados nos anos 90 era uma realidade dura e estava na televisão a todo momento. Lembro de como você se sentia e posso afirmar que hoje, eu não tenho mais esse medo! Não porque a vida está sendo fácil, mas me sinto mais preparado para a vida. Embora notícias como as da década de 90 tenham voltado com força total recentemente, me sinto mais preparado. Talvez por trabalhar no Banco do Brasil, sei lá… Você nem acredita que eu trabalho em um banco, não é? Pois é, o mundo dá voltas; e ainda lembro que você queria ser médico. Não virei médico como você sonhava, mas lhe garanto que estou muito feliz com as decisões que tomei, tudo bem?

Nesse banco onde trabalho, tenho a felicidade de sempre encontrar gente do bem no meu caminho, e se fosse falar de todos, eu gastaria todas as linhas que tenho aqui; então vou falar só do pessoal que me acompanhou na jornada, que foi o doutorado.

Bel, Carol e Nivaldo, seres que fizeram minha vida mais leve na Estilo São João; Sandro, Larissa, Cássio e Leandro, gestores de gente (de verdade) a quem tenho toda gratidão por sempre me apoiarem em todos os momentos do doutorado. Trabalhar com eles na Empresarial Jardins foi motivo de muito orgulho, pois lá talvez tenha sido a maior escola que tive no BB. E muito do que sei hoje, aprendi lá e continuo aprendendo com eles. Kátia e Luiz, queridos orientadores técnicos, que acreditaram em meu projeto desde o começo e permitiram que eu entrasse no Programa de Pesquisador do Banco do Brasil na Diretoria de Suprimentos. Foi a realização de um sonho de vida, que era um dia ser só estudante; e a confiança que eles depositaram em mim, vou levar comigo para sempre. Eles realmente me inspiram todos os dias: Silvia, executiva de chuteira pendurada e máquina de costura na ativa, agradeço todo o apoio; ao pessoal da DISEC, especialmente Mezza e Edson, pois eles como gestores, nunca mediram esforços na concretização de todas as demandas que eu apresentei; Rosa, Andrezão e Carol, parceiros de bancada, com quem tenho uma dívida impagável, agradeço a eles por tudo; Ana Sivieri, o grande apoio que me deu na jornada até virar pesquisador; a Júlio, amigo Pesquisador do BB, em quem me inspiro para seguir em frente e com otimismo; a Marta e Lilian, no CESUP SP, toda a paciência que tiveram comigo; e por fim e não menos importante, agradeço a Kaká e Camila, fontes de amor inesgotável, que eu tenho a felicidade de chamar de amigas (ter a amizade de vocês é uma dádiva).

Por fim, Junior, quero lhe contar que realizei mais um sonho seu: morar fora do Brasil. Você acredita? Pois é, fui parar na Inglaterra, para fazer o doutorado sanduíche, na Universidade de Surrey! Que sonho, meu garoto, que sonho! Para preparar essa aventura foram mais de dois anos, com muitos e-mails, muitos nãos, mas com os sims necessários. Para chegar lá, primeiro contei com duas pessoas que foram anjos na minha vida: Bruno e Alice, meus queridos professores de inglês a quem devo, também, este feito. Bruno me pegou no comecinho e em um ano fez milagre. Já Alice, essa inglesa maravilhosa (ela jura de pé junto que ela é mais brasileira que eu, mesmo tendo nascido na Inglaterra), virou amiga-irmã. Ela chegou depois de Bruno, e encontrar com ela três vezes por semana foi um estágio perfeito para o tempo que fui para a Inglaterra. Dessa jornada ficaram lindas lembranças em minha memória, mas também ficaram pessoas! E que pessoas! Gustavo, Anna, Fernanda e Camilla foram os primeiros que apareceram. Eles ainda estavam no UK fazendo o sanduíche deles, quando eu sonhava ir para lá, lá por 2016. Um dia a gente se conectou e nunca mais desgrudou. Eles são demais, e a jornada ficou mais leve quando a gente se juntou.

Outra pessoa a que vou sempre agradecer é Stelvia! Essa paraibana, que tem uma linda carreira acadêmica internacional, não pensou duas vezes antes de me acolher como seu orientando na University of Surrey durante o sanduíche. Como se não bastasse o presente de ter Stelvia na minha vida, com ela veio o professor Jeremy (“Prof. Jeremy, não Erivaldo, Jeremy! Você é quase um doutor e nós estamos no mesmo nível!” – disse ele um dia andando a caminho do office – quase caí duro quando ouvi isso), seu esposo, que prontamente abriu as portas do Centre for Social Innovation Management, o CSIM, para mim. Participar semanalmente das reuniões do CSIM foi fonte de muito aprendizado, de como ser gente, gente de verdade! Stelvia e Jeremy realmente me inspiram… É algo do tipo, quando eu crescer quero ser igual a eles! Obrigado, também, a Rosália (MEX), Frederick (GER), James (UK) e Jessica (CAN) por compartilharem esses momentos do CSIM.

Na Universidade de Surrey, encontrei também três brasileiros, estudantes de doutorado; e preciso deixar registrado os agradecimentos, Junior: Nathalie, Fernanda e Diego foram parceiros inseparáveis nos quatro meses em que lá estive! Saber que a gente podia contar um com o outro foi muito especial, e transformamos esse encontro numa irmandade de respeito, afeto e apoio. Também deixo registrado todo amor e companheirismo que Fernanda deu para a gente. Morando em Guildford havia muito mais tempo que nós, ela abriu sua casa e sua vida para que nós nos sentíssemos acolhidos. Ter Fernanda nessa jornada em Guildford foi importante para todos nós. A Nathalie, quero deixar registrado todo o suporte e apoio que ela me deu, desde minha chegada, procurando casa para morar, ao longo dos meses que convivemos e mais ainda quando a tese estava para ficar pronta… E a Diego, agradeço por ele sempre nos alegrar com sua autoestima elevada. Virei fã desse cara!

Quero, também, lhe falar sobre os meus companheiros de casa. Meus flatmates amados Naj e Mia. Ele, um inglês; e ela, uma portuguesa, foram meus parceiros de casa. A Naj, quero agradecer toda a paciência comigo em me corrigir no inglês e me mostrar, muitas vezes, que o respeito ao próximo não tem nada a ver com religião. Vou lembrar para sempre do “You are very clever, Eri!”. E a Mia, minha marida favorita, agradeço toda cumplicidade e apoio. A chegada dela na minha vida foi como a chegada do verão nos trópicos! Foi festa, luz, amor e principalmente cuidado!

Não posso deixar de falar de meu amigo David. Ter sido recebido por ele em Londres fez toda a diferença em minha estada no UK. Ele abriu, não apenas as portas de sua casa, mas sua vida para mim. Nunca vou esquecer de nossas looooonnngasss conversas, de sua serenidade em me aconselhar, em me ensinar como era viver no UK, por colocar outras lentes em minha visão de mundo. Junior, eu ficaria aqui por muito mais linhas descrevendo cada coisa pela qual deveria agradecer, mas vou dizer o seguinte: nós aprendemos muito um com o outro e isso é o que quero deixar registrado.

Por fim, Junior, quero lhe agradecer por você nunca ter desistido de ser quem queria ser, mesmo quando você recebia olhares de reprovação e de não aceitação. Por nunca ter deixado de sonhar. Saiba que seu espírito de liberdade até hoje ainda continua dentro de meu coração. A vida adulta até exige alguma seriedade, mas todas as vezes que preciso tomar uma decisão, pergunto o que você iria fazer se estivesse em meu lugar e com a maturidade que tenho hoje eu decido. Tem dado certo, e a maioria das decisões que tenho tomado até a agora têm sido favoráveis. Saiba, também, que tenho o maior orgulho de um dia ter sido você e não me envergonho de nada que você fez um dia. Foi isso que me tornou o que sou hoje!

Com afeto,

Erivaldo da Silva Carneiro Junior


erivaldocarneiro

Oi, eu sou Erivaldo Carneiro. Se quiser, me chamar de Eri, tá tudo certo. Sou um aspirante a escritor e em breve você poderá me ler em qualquer banca de rua entre carregadores de celular, revistas vencidas e cigarros baratos. Gosto de falar sobre tudo, mas a minha paixão é pela Metodologia Científica. Ela já salvou minha vida. Pode salvar a sua. Também.

1 comentário

Como ter criatividade para escrever em tempo de crise – erivaldocarneiro.com · 04/09/2020 às 09:24

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