Como os governos podem ajudar no combate às mudanças climáticas

Publicado por erivaldocarneiro em

No meu último artigo, que você pode conferir aqui, apresentei palavras e termos para que você pudesse falar sobre o assunto a Emergência Climática sem maiores problemas. Espero que você tenha gostado.

Pois, neste artigo, chegou a hora de colocar os conhecimentos adquiridos nele em prática e fazer as conexões entre os conceitos. Garanto que você vai sair deles sabendo muito mais sobre a emergência climática.

Tenho quase certeza que ela será a próxima pauta a entrar na pauta de discussões. Autoridades, cientistas, empresários e donos de fundos de investimento estão se movimentando para que a volta da atividade econômica pós pandemia do COVID-19 seja baseada na filosofia verde. Yas, queen!

E para você ficar chocado, os governos mundiais possuem um papel relevantes nessa transição. Então, neste artigo eu procuro dar caminhos de como os governos podem ajudar no combate às mudanças climáticas. A primeira ajuda é não atrapalhando.

Para facilitar a leitura, fiz no esquema pergunta e resposta. Então, pega o café, imagina que você está com alguém que você acabou de conhecer, faz de conta que você é expert no assunto e pacientemente você vai responder às perguntas que estão na sequência.

Em qual cenário os governantes estão trabalhando e nós estamos vivendo?

A cada ano que passa, a coisa vai ficando mais difícil. As secas vão se prolongando. Os furacões estão mais furiosos que nunca. A situação é alarmante. A Terra vem dando seu contra ataque.

E adivinha quem é a vítima? A humanidade, é claro.

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Estamos vivendo no meio de uma pandemia que já nos dá uma amostra grátis de como poderá ser nosso futuro muito em breve. O cenário visualizado para nosso futuro é a tragédia. Alguns lugares poderão deixar de existir.

Qual o papel dos governantes nas ações contra a emergência climática

Para começar, os líderes, de qualquer esfera, precisam dar o exemplo. Precisam se engajar na combate ao aquecimento global. A principal forma para que isso ocorra é procurando seguir o Acordo de Paris. Lembra dele?

Precisamos reduzir nossas emissões para que ocorra a manutenção da temperatura média da terra abaixo de 2°C em relação aos níveis pré industriais e garantir o empenho de no máximo aumentar a temperatura do globo em 1,5°C. que foram combinados lá.

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O governo, de qualquer país, estado ou cidade, deve apoiar tecnologias limpas, acabar com os subsídios dados para indústrias poluidoras, diminuir cada vez mais o apoio dado para a indústria de combustíveis fósseis.

É preciso que a iniciativa da mudança do tipo de energia que um país consome venha dos governos. Estamos em um novo tempo, que exige novas atitudes e novas leis. Novos incentivos. Os governos devem conduzir o país para que eles sejam mais eficientes energeticamente.

Até o FMI já se manifestou

A coisa ficou tão grave, que até o Fundo Monetário Internacional, por meio de sua diretora-gerente Kristalina Georgieva resolveu fazer coro a chanceler alemã, Angela Merkel, e ao secretário-geral da ONU, António Guterres.

“Tomar medidas agora para combater a crise climática não é apenas um ‘prazer’. É um ‘dever’ se quisermos deixar um mundo melhor para nossos filhos.”

Kristalina Georgieva

É consenso que os planos de recuperação que estão sendo propostos pelos países devem promover uma recuperação verde da crise causada pela pandemia. Uma matéria falando sobre o assunto pode ser lida aqui.

A emergência climática deve moldar as ações que os governos irão realizar. Elas com certeza irão refletir nas empresas e na sociedade. A saída para o futuro da humanidade tem cor.

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ELA É VERDE!

Combatendo e evitando o desmatamento da Amazônia

Todo mundo sabe a relevância da Floresta Amazônica para o equilíbrio do clima global. A gente já tá careca de saber que é graças a ela que temos chuvas no sudeste. A floresta é quem nos salva.

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Mesmo sabendo de toda importância da floresta, o país parece não se preocupar muito com ela. De acordo com INPE, estamos piorando no quesito área desmatada e pelo gráfico abaixo, já da pra ver 2020 está sendo o pior ano desde 2009.

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O descaso do presidente Jair Boslonazi e o apoio irrestrito que ele dá a quem desmata, não só na Amazônia é de chocar qualquer pessoa que entenda que estamos em um caminho sem volta.

O Sinistro do Meio Ambiente apoia o desmatamento e até já respondeu por infração contra o meio ambiente. Dá um Google e você vai que é verdade! Como se colocar uma raposa pra cuidar do galinheiro?

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Temos assistido ao desmatamento dos biomas brasileiros e nada está sendo feito. Na verdade, parece que a destruição do que é natural é política do nosso desgoverno. O futuro que temos pela frente é sombrio.

Melhorar os meios de transporte público

Para você ter ideia, 21% das emissões globais ocorrem por conta da locomoção ocorrida nas cidades. A queima de combustíveis fósseis é a grande responsável por isso. Uma forma de reduzir as emissões é mudar para eletricidade.

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Em uma conta rápida, se 70% dos veículos forem movidos a eletricidade até 2050, o setor de transporte passaria seria responsável por apenas 8% das emissões globais totais da atualidade.

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Junto a todo esse movimento de mudança da matriz energética, é preciso que os governos diversifiquem a forma de transporte urbano. Mais ciclofaixas para a população usar a bicicleta como meio de transporte. Calçadas conservadas e cuidadas para que trajetos sejam feitos por caminhadas. A lista é imensa. Mas quis focar no transporte ativo. Mais ainda, é preciso desestimular o uso do carro.

Por fim, nós, como cidadãos, temos o direito e o dever de cobrar das lideranças governamentais posicionamentos que sejam refletidos em ações concretas. O desafio é grande. Temos muito trabalho pela frente se quisermos deixar um planeta saudável para nossos filhos e netos.

Mais do que nunca, precisamos tirar as raposas de perto dos galinheiros.

E você vê outras formas de contribuição dos governos para a evitar a emergência climática? Vamos falar cada vez mais desse assunto? Conta pra mim nos comentários.


erivaldocarneiro

Oi, eu sou Erivaldo Carneiro. Se quiser, me chamar de Eri, tá tudo certo. Sou um aspirante a escritor e em breve você poderá me ler em qualquer banca de rua entre carregadores de celular, revistas vencidas e cigarros baratos. Gosto de falar sobre tudo, mas a minha paixão é pela Metodologia Científica. Ela já salvou minha vida. Pode salvar a sua. Também.

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