Faça algo pela primeira vez e seja o que você quiser. Eu virei Escritor!

Publicado por erivaldocarneiro em

Um dos maiores arrependimentos que tenho, desde que comecei a publicar aqui na rede, sem dúvidas é de não ter começando antes. Sim, isso mesmo! Deveria ter começando antes.

Eu tenho essa conta desde 16 de abril de 2013 e não me lembro ao certo e por qual razão eu vim parar aqui. Nessa época já estava no mestrado e a vida, não era fácil, como já falei nesse artigo aqui.

E entre idas e vindas aqui pela rede, em março deste ano acabei me deparando com o #desafiodomatheus, do querido Matheus de Souza, no qual ele desafiava a audiência a escrever o primeiro artigo por aqui. Foi provocação. E eu amo boa provocação.

Da provocação, nasceu meu primeiro artigo aqui na rede. Nele, eu dava razões pelas quais as empresas deveriam contratar um doutore. Você pode ler ele aqui!

Eu não ganhei o desafio. Mas por conta dele, passei a ser a mais ativo aqui pela rede. Tenho publicado dois artigos por semana e interagido pra caramba com Deus e o Mundo. Mais com o Mundo do que com Deus, é verdade. De lá para cá, muita coisa tem acontecido em minha vida. Aliás, na vida de todo mundo, não é?

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O nascimento do escritor

Escrever o primeiro artigo aqui para a rede, gerou uma série de desdobramentos que não imaginava que iriam acontecer na minha vida.

O primeiro deles, foi me assumir como escritor. Sim, Escritor!

Na jornada acadêmica a coisa que mais fazemos é escrever. Somos considerados estudantes, bolsistas, mestrandos, doutorandos. Menos escritores. É o que justamente somos. ESCRITORES!

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A escrita é o instrumento que mais nos legitima para o mundo. Só para lembrar, a comunicação com a comunidade acadêmica não se dá via canal no Youtube, por páginas no Facebook ou mesmo por aqui, pelo LinkedIn ou fumaça branca. Ela ocorre via papers, artigos, capítulos de livros.

Se fazer tudo isso não nos torna escritor, alguém me explica o que é, então. No fim do dia, é a escrita que nos dá acesso ao mundo.

Nunca havia pensado por esta ótica, até escrever o primeiro artigo por aqui. Ninguém nunca tinha me dito antes e fazer a descoberta foi mágico. Até já tive o atrevimento de dar conselho para meus pares acadêmicos sobre como descomplicar o academiquês para as redes.

Os primeiros aprendizados e bônus

Por utilizar a rede com mais frequência, passei entender a dinâmica que é estabelecida por aqui. E claro, uma série de aprendizados e descobertas estão chegando no convívio diário. A rede é complexa, mas fácil ao mesmo tempo.

Não tem hack. Se você oferece conteúdo de qualidade, você recebe o retorno.

Entrei por causa de um desafio e hoje estar por aqui é algo que feito um bem danado para mim. Aqui na rede, eu tenho oportunidade de compartilhar meus aprendizados. E melhor, tem quem queira ler e discutir comigo.

Acabei descobrindo a Minha Missão que é muito simples e algo que sempre fiz na vida. Compartilhar aprendizados. Sou professor desde não sei quando, mas nunca havia me dado conta disso. Os feedbacks que tenho recebido a cada artigo, a cada post e vídeo que coloco por aqui, me fizeram perceber qual era minha missão.

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Minha missão é compartilhar aprendizados.

Outro bônus não levado em conta, a princípio, é que tenho conhecido pessoas que jamais iria conhecer em outro espaço. Com estas pessoas, tenho compartilhado sonhos, angústias, dores e visão de mundo. É uma troca honesta.

Ainda não ganhei haters. Mas já já eles vão chegar. Quando você começa a posicionar, é inevitável não acontecer. A ver.

Teste de Hipóteses

Passado o arrependimento de não ter começado a escrever antes, eu entrei numa fase que eu estou amando. Estou tentando entender quais as razões de ter poucas pessoas da academia produzindo conteúdo aqui na rede.

E isso resultou numa brincadeira de um teste de hipóteses, feito com minha própria experiência. De acordo o Instituto DataEri, algumas foram confirmadas outras negadas. Vamos a elas?

Hipótese 1 – O assunto que eu escrevo não é interessante – Hipótese Negada

Essa era a primeira coisa que passava na minha cabeça. “O que diabos vou lá fazer no LinkedIn? Sustentabilidade, metodologia científica, habilidades que desenvolvi por conta da pesquisa e meu dia a dia no trabalho não tem nada a ver com a rede. O que tenho de bom para fazer lá?”

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Sem querer, eu já tinha linha editorial a seguir aqui na rede. Se você me acompanha, sabe que escrevo sobre todos estes temas que imaginava não fazer sentido pelas bandas de cá.

Foi só eu publicar o primeiro artigo sobre as competências dos profissionais acadêmicos que eu recebi mensagens de todos os tipos. Desde gente agradecendo por ter dito aquilo aqui na rede até pessoas dizendo que embora fossem doutor, nunca tinha se olhado daquela maneira.

Portanto, por mais que seu assunto seja pesado para o mundo real, com certeza ele tem algo a acrescentar para alguém.

Você tem o que acrescentar na vida de alguém e para isso, não precisa ter milhões de seguidores.

Lembra que, às vezes, você publica, quando publica, um artigo acadêmico que jamais vai ser citado. Aqui você publica, discute no mundo real e ainda pode ganhar citações em forma de compartilhamentos e likes. 

Hipótese 2 – Já tem gente escrevendo sobre o assunto que eu falo – Hipótese Negada

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Deixa o tio te contar uma coisa. Pode ter milhões de pessoas falando sobre seu assunto, mas nenhum teu seu jeitinho. Você é especial. Foi exatamente o que descobri desde que aportei por aqui.

Hipótese 3 – Escrever para internet não vai melhorar minha escrita acadêmica – Hipótese Negada

Desde que comecei a escrever para internet, percebo que a forma como tenho me relacionado com os artigos científicos que estou escrevendo melhorou. A escrita ganhou mais fluidez.

Quero dizer que tenho estudado muito sobre produção de conteúdo, storytelling, escrita criativa e todas essas coisas que ajudam a gente a escrever melhor. De Storytelling, já fiz o curso de Dimitri Vieira, que tem me ajudado muito.

A gente às vezes faz tantas críticas ao modo como escrevemos para academia. Da falta de liberdade poética, digamos assim, e não fazemos nada para mudar. O mundo aqui fora tá aberto a te ouvir.

Hipótese 4 – Eu vou ter que virar blogueirX – Hipótese Aceita

Sim! Você vai ter que virar blogueira ou blogueiro. Se você reparar, hoje, a carreira de quase todo mudo começa na internet. É uma arena que cabe qualquer discurso.

Inclusive o negacionista da ciência. Sabe onde eles estão? Em blogs, fazendo o maior sucesso e você aí achando que ser blogueirX é ofensa.

Inclusive, as pessoas vão rir de você por conta da nova profissão: BLOGUEIRX. Faz de conta que não é contigo, tá? Segue o baile!

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Dia desses, uma pessoa que eu nem tenho tanta intimidade veio me perguntar se eu tinha virado blogueiro em um tom super pejorativo.

Minha resposta? SIM, VIREI BLOGUEIRO E ESTOU AMANDO A NOVA PROFISSÃO.

E este é outro arrependimento de minha jornada na pós. Não ter virado blogueiro antes. Minha escrita teria melhorado absurdamente. Então, corre lá no WordPress, cria teu blog e tudo que tu publicar lá, publica aqui, também. Depois de tudo isso, divulga mesmo. Manda no grupo da família, do Zap, pro contatinho, no Facebook. Divulga mesmo. Sem medo de ser feliz.

 Hipótese 5 – Eu vou desistir logo nas primeiras semanas – Hipótese 100% Negada

A vida de mestrando e doutorando não é fácil. Eu sei. Já estive lá. Por isso, tenha foco no que você quer fazer. Uma boa ideia para você começar a escrever é dando conselhos. Pode ser fazendo listas. Ou compartilhando suas angústias e aprendizados em situações específicas da pós graduação e que podem ajudar as pessoas no mundo real. Vai por mim. Vira hábito!

Por fim, quero dizer pra você, acadêmico ou não que não precisa ter medo de colocar suas ideias na rua. O mundo tem gente de todo tipo. E com certeza, alguém vai se interessar pelo que você publicou. Não tenha vergonha e caso queira falar mais sobre minha (pouca) experiência aqui na rede, me chama. Vamos conversar!


erivaldocarneiro

Oi, eu sou Erivaldo Carneiro. Se quiser, me chamar de Eri, tá tudo certo. Sou um aspirante a escritor e em breve você poderá me ler em qualquer banca de rua entre carregadores de celular, revistas vencidas e cigarros baratos. Gosto de falar sobre tudo, mas a minha paixão é pela Metodologia Científica. Ela já salvou minha vida. Pode salvar a sua. Também.

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