gases do efeito estufa

Sociedade X Governos X Empresas: Um diálogo possível para salvar a humanidade da emergência do clima

Se você vem me acompanhando por aqui, sabe que ando falando sobre o aquecimento global, emergência climática, efeito estufa, sustentabilidade e todos estes assuntos que estão relacionados ao nosso futuro enquanto planeta.

Já falei sobre as palavras mais importantes para você entender sobre mudanças climáticas, sobre a responsabilidade dos governos e respondi algumas perguntas que mudança climática.

No artigo de hoje, trago o debate para uma perspectiva de relacionamento entre a sociedade, governos e empresas.

Precisamos, desesperadamente cumprir o acordo de Paris. É uma questão de sobrevivência e todos devem estar comprometidos em evitar que a temperatura da Terra aumente.

E que pode ser feito para impedirmos isso?

Existe hoje um consenso de que é preciso descarbonizar as economias.

E o que é isso?

É uma atitude tomada, inicialmente pelos governos, que precisa cada vez mais apoiar a economia verde ou a nova economia, em detrimento de apoiar atividades emissoras de gases do efeito estufa. A prioridade deve ser dada para tecnologias limpas.

Já temos exemplos no mundo de quem começou a fazer o dever de casa?

Sim! Em 2019, conhecido como ano passado, a União Europeia propôs o Pacto Ecológico Europeu, conhecido como European Union GreenDeal, que tem como objetivo melhorar o bem estar das pessoas. Para isso, os governos pretendem tornar a Europa climaticamente neutra.

As ondas de calor no verão do hemisfério norte é uma das faces da emergência climática.

A crise econômica causada pelo COVID-19 interfere nesse plano?

Não, muito pelo contrário, ela está acelerando a transição para a nova economia. Muitos países estão propondo planos para salvar as economias e alguns deles estão incluindo condições verdes para salvar alguns setores da economia.

Na Alemanha, os CEOs de grandes empresas foram diretamente falar com Titia Merkel para que fosse adotado um modelo de salvamento baseado na transição da economia para baixo carbono.

Na União Europeia já tem consenso sobre a forma como os investimentos serão feitos nos próximos anos.

“Cada euro que investirmos deve fluir para uma nova economia e não para estruturas antigas.”

Frans Timmermans, Vice Presidente Executivo da Comissão Europeia

A coisa no Velho Continente está séria.

E aqui no Brasil?

Bem, aqui no Brasil, pelo andar da carruagem, não temos muitas notícias animadoras que venham do executivo federal.

A boa notícia vem dos municípios. Curitiba, Salvador e São Paulo se comprometeram com mais outras cidades do globo a repensar o modelo econômico. Vai Planeta!

Também temos ações de pessoas e organizações que estão engajadas e colocando a pauta para circular nos meios de comunicação. Em seus perfis, dialogando com os diferentes atores da sociedade. Esse pessoal faz um trabalho de formiguinha. Mas que tem grande impacto.

Qual futuro nos espera?

Se nada for feito, em 50 anos, 1/3 da população do globo estará morando em regiões na quais as temperaturas médias anuais serão acima de 29°C. Isso é um deserto do Saara piorado de uma forma que nem sei imaginar o que isso significa de calor.

Você consegue imaginar 3,5 bilhões de pessoas, procurando lugar para morar?

3,5 bilhões de pessoas não terão lugar para morar por conta do calor mortal

Estas pessoas serão refugiadas do clima. O cenário é desolador.

A boa notícia, é que ainda temos tempo de mudar esse quadro. Precisamos apenas reduzir as emissões pelo uso de combustíveis fósseis.

SIMPLES, não é?

A pandemia do COVID-19 teve algum impacto nas emissões?

Sim, isso já um consenso entre os cientistas. A própria Organização Mundial de Meteorologia já sinalizou que as emissões devem sofrer uma queda de 6% em relação a 2019.

A questão é a recuperação da economia, que pode fazer com quem as emissões disparem e voltem aos níveis anteriores.

E tu, Eri, pessoalmente, pensa o que sobre essa bagunça toda?

Honestamente, tenho sido bem pessimista, não estou botando muita fé nisso aí não. Eu acho que na primeira oportunidade que, principalmente governos, tiver, tudo volta ao que era antes.

O motivo é muito lógico. Os países continuarão sendo comparados pelos mesmos índices econômicas tradicionais. Balança comercial, PIB, Volume de Vendas, Exportação, Inflação, Taxa Anual de Juros, Dívida Interna, Dívida Externa. São tantos indicadores, que nem sei sei vale detalhar aqui. É como eu tivesse comparando alhos com bugalhos.

As discussões da “Nova Economia” (pelo menos as que eu tenho acompanhado) apenas são indicados o deve ser feito. É prescritiva. Não diz o que será feito para acompanhar a evolução. É tipo o médico passar o remédio apenas dizendo o nome, sem indicar a dose, quantas vezes deve ser tomado ao dia.

Pior, não existe consenso entre os países, entre as empresas e a própria sociedade.

A gente já sabe onde isso acaba.

Para finalizar, desculpas pelo pessimismo. Mas é que às vezes a gente cansa!

E você, o que pensa sobre o assunto?

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Eu sou Eri Carneiro e tenho muitos interesses. Na Escola de PhDs, a primeira escola de superpoderes para Profissionais com habilidades Desenvolvidas do Brasil. Nela, eu mentoro e ajudo pessoas em transição de carreira, sejam elas da academia ou não. Minha maior paixão é a sala de aula e curto demais compartilhar tudo que aprendo, por esta razão, antes de qualquer coisa, me considero Professor. Me considero um escritor e um criador de conteúdo para internet. Também me aventuro pelo mundo dos Podcasts e apresento Travessia de Carreira e o Pode Meme. Como acadêmico, tenho os títulos de Mestre e Doutor em Administração. Como cientista, pesquiso nas áreas de Sustentabilidade, ESG, Gestão da Diversidade, Riscos e Métodos.