Quer aprender? Compartilhe o que você sabe

Publicado por erivaldocarneiro em

Lá em 2001, quando não fui aprovado no vestibular para medicina, logo após o 3° ano, eu sabia que eu teria que voltar para casa e recomeçar toda uma jornada de mais um ano de estudos.

No fundo eu sabia que não era a hora de passar para medicina. A concorrência era absurda, só tinha dois cursos de medicina na Bahia inteira. Os anos na escola pública, não me colocavam no mesmo nível dos meus concorrentes. Eu tinha muito o que aprender e estudar.

Nas minhas contas, eu tinha mais uns 4 a 5 anos de cursinho pela frente. E olha que eu sempre fui um dos melhores da sala, tá?

Cursinho, Memorex e o convívio com toda aquela frustração de não ter passado no vestibular. Com o plus, de continuar morando em Riachão do Jacuípe, uma cidade do interior da Bahia com pouco mais de 30.000 habitantes.

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Se a vida não era fácil como estudante de escola, imagina como estudante de cursinho? 

O fato é que mesmo não tendo sido aprovado no vestibular, as minhas notas nas provas não foram ruins. Elas apenas não foram suficientes para ser aprovado no curso que eu imaginava ser o meu curso. No terceiro ano, havia estudado muito. Comia livro com farinha, como a gente fala no Nordeste meu País.

E como você sabe, em cidade do interior, as notícias correm rápido. Junto com a notícia de que não tinha sido aprovado em nenhum vestibular que tinha prestado, tinha também a notícia que eu tinha feito boas provas.

Mesmo sem ter sido aprovado eu fiquei mais conhecido, ainda, do que o que eu era.

Aí, estou eu, num belo dia de sol de rachar a moleira, almoçando em casa, alguém bate na porta. Era a vice-diretora de uma escola pública da cidade que estava me convidado para dar aulas de Biologia e Química pois não tinha professorXs para dar aula nas disciplinas.

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Eu não pensei duas vezes. Eu disse SIM!

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Mais que uma oportunidade de emprego, era uma chance de aprender o que havia estudado e precisava voltar a estudar. Desafio aceito, entrei na sala de aula e comecei ali, minha carreira de professor.

Eu ainda lembro da apreensão que eu estava. O frio na barriga. Mas uma coisa estava em minha mente. Eu estava ali para compartilhar o pouco que sabia e ao compartilhar, aprender.

Na primeira aula de cada turma fui muito sincero. Disse que estava ali para dar meu melhor, que o conhecimento que tinha acumulado nos últimos anos de estudos me levou para lá e que alguma pergunta poderia ser feita e não saberia dar a resposta. Foi um acordo!

Desde o dia que pisei na sala de aula, eu sabia que eu era professor. E a mágica aconteceu. A cada aula que eu dava, mais a certeza de que o meu caminho era pela educação.

A coisa ficou tão séria, que no meio do ano eu fiz vestibular para Biologia, fui aprovado e nunca mais tentei vestibular para medicina. E resultado, sabe qual foi? Fiz 100% da prova de Biologia e 70% em umas das provas de química mais difíceis que o vestibular da UEFS teve.

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De lá pra cá, são quase 20 anos. Muita coisa mudou e aqui estou, hoje, trabalhando no mercado financeiro, Doutor em Administração. Me considerando o Escritor. Nada a ver com o planejado lá em 2001. Mas ao revisitar essa história, atribuo grande parte do sucesso no vestibular foi porque eu compartilhei meu conhecimento. Continuo acreditando nisto a cada dia.

Como aprendemos

Quando você compartilha o que sabe, o conhecimento é elaborado com mais força pelo cérebro. Fixa melhor!

Quando eu me joguei na aventura da sala de aula a primeira vez, eu nem fazia ideia da existência da Pirâmide de Aprendizagem. Empiricamente, eu comprovei a Teoria da Escolha de Willian Glasser.

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Podemos aprender de várias maneiras. Quando lemos, ouvimos, vemos, discutimos, fazemos e ensinamos.

E sabe de qual forma você aprende mais? Quando você ensina.

De acordo com esse tio, a retenção pode chegar até a 95%.

Particularmente, não gosto muito da ideia de ensinar. Se você permite, quero falar que aprendemos mais quando compartilhamos o que sabemos.

Ensinar alguém soa muito pretensioso em mundo onde todos podemos aprender sozinhos.

O Youtube, Google e até o próprio LinkedIn, estão aí para provar. Uma pandemia está aí nos mostrando que nós podemos fazer voos solo.

Aprender é uma jornada muito individual, peculiar e pessoal. É muito de testar o que funciona com cada um e em cada momento da vida.

Modelos como o de tio Glasser, servem de direcionadores. São frutos de teorias, que a qualquer momento, podem ser refutadas.

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Por isso, da próxima vez que você for aprender algo novo. Pensa em compartilhar os aprendizados que você construiu. Quando chegamos neste momento, é porque nosso cérebro processou a informação. Então, mãos à obra!

Até andei escrevendo sobre fazer algo pela primeira vez. Vai que a forma que você tem de aprender é escrevendo?

Pessoalmente, eu continuo gostando de compartilhar minhas descobertas e aprendizados. Não tenho a pretensão de ensinar nada para ninguém.

Minha Missão é compartilhar aprendizados.

Não cheguei no propósito. Talvez nem encontre e tá tudo bem! E é sobre isso que em breve irei escrever.

Enquanto isso, a forma que encontrei de compartilhar meus conhecimentos e continuar aprendendo foi criando um Canal no Telegram. Nesse canal, que carinhosamente chamei de Mentoria Acadêmica, tenho compartilhado aprendizados acadêmicos, escrita acadêmica e coisas que dão na telha! Entra lá! Basta clicar aqui!

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erivaldocarneiro

Oi, eu sou Erivaldo Carneiro. Se quiser, me chamar de Eri, tá tudo certo. Sou um aspirante a escritor e em breve você poderá me ler em qualquer banca de rua entre carregadores de celular, revistas vencidas e cigarros baratos. Gosto de falar sobre tudo, mas a minha paixão é pela Metodologia Científica. Ela já salvou minha vida. Pode salvar a sua. Também.

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