Como a produção de conteúdo pode te ajudar a construir sua marca pessoal

Publicado por erivaldocarneiro em

Quando comecei produzir conteúdo para internet, lá no começo de março deste ano, não imaginava onde esta jornada iria parar.

Continuo sem saber, esta é a verdade e a história de muita gente legal que eu conheço. Lá, após exato 1 ano da defesa de minha tese, eu estava aqui, me aventurando e escrevendo meu primeiro artigo para o LinkedIn. Na sequência, escrevi o segundo…

Era muita coisa pra falar.

O tema?

Algo que sempre me doeu e vi doer em pessoas que eu amo, durante toda jornada do mestrado e do doutorado. Continua doendo e a situação só tem ficado pior. O desemprego entre os PhDs, que de acordo com o DataEri, só aumenta.

Como são pessoas com alto nível de conhecimento, nem sempre acham recolocação fácil e outra coisa é falta de preparo para o mercado mesmo, sabe?

A dificuldade da inserção de mestres e doutores, principalmente doutores, no mercado de trabalho e na indústria. Parece que fazer doutorado é ganhar a sentença de que você sabe apenas ser professor e pesquisador.

Não que isto não seja muito, mas não é tudo! Somos muito mais que isso e por este motivo:

O resultado?

Recebi o feedbacks de colegas que já estavam aqui há muito mais tempo que eu e foram acolhides pela minha escrita, ainda cheia de incertezas, travada e prolixa.

Quando escrevi aqueles dois artigos, não imaginava para onde eles me levariam. Fiz com meu coração aberto e com desejo de melhorar a imagem, principalmente dos PhDs diante do mercado.

Tá, é muita pretensão, mas foi exatamente isto que eu pensei. Quis colocar mais um tijolo nesta construção que ainda tem é coisa pra fazer. E pra caramba, viu?

Sabe a história da diferença entre o pato e a galinha após colocar o ovo? Eu aprendi logo nos primeiros dias de vendedor no banco. Vendia um produto, avisava logo pra todo mundo, inclusive pro gerente.

A minha experiência no mundo corporativo já tinha me ensinado que não adiantava nada colocar o ovo e não cacarejar. Que ser “galinha” é preciso.

Ou seja, você pode ser o profissional mais foda do mundo, mas se as pessoas não souberem disto, de nada adianta.

Foi o que pensei, quando escrevi os dois primeiros artigos.

E falei por todos as pessoas com doutorado e estavam desempregadas, mas que eu sabia, pela minha experiência que elas eram capazes.

O empreendedor nasceu

O tempo passa e pouco depois, ainda em março, fundei uma startup junto de um time incrível e assim nasceu a NullCarbon., sustentabilidade na veia. Eu e mais quatro sócies, chegamos a representar o Brasil na Final Américas de um Concurso Global de Ideias, o Climate Launchpad.

De bancário e doutor a empreendedor e este foi o momento que cheguei a te perguntar: Quer exercitar a criatividade? Coloque suas ideias pra jogo!

Produção de artigos sobre educação. Ela me salvou. Me tornar professor, também me salvou.

Encontrei minha Missão: Compartilhar aprendizados. O professor que eu sempre fui, veio conversar comigo. Ele estava guardado e desde então, ele tem aparecido. Nesta jornada, acabei me lembrando que compartilhar o que sabemos é a melhor forma de aprendermos algo novo.

E te provoquei a refletir que você não precisa de um propósito de vida pra ser feliz. Não mesmo, viu?

Fazendo a diferença na vida das pessoas

Se tem um assunto que fez meu coração vibrar todas as vezes que eu falo dele, é quando eu junto a academia com o mundo real, o mercado de trabalho e a ciência.

Neste momento eu sinto que eu faço, de verdade, a diferença na vida das pessoas.

Não apenas porque sinta isso. Ou me ache tão foda, assim. Não sou essa Coca-Cola toda, não, viu?

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Pra falar a verdade, nem me acho tudo isso. Minha autocrítica é muito grande e suficiente para controlar meu ego a ponto de me achar uma pessoa comum. Não sou extraordinário. Talvez seja o meu impostor, que nunca foi embora.

Sabe, ainda me pergunto, como eu consegui chegar tão longe e até falei que sempre precisamos conversar sobre esse negócio de acreditar em nós mesmos.

Acreditamos mais nos outros do que em nós mesmos, já percebeu?

Talvez o ensaio tenha sido quando te ensinei como descomplicar o academiquês e deixar seu texto mais leve. A academia tem muitas regras e o texto é pesado de referências, mas foi neste momento aí, que nasceu o Descomplicando o Academiquês. Não na forma como ele está hoje. Mas a semente foi plantada.

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O reencontro com o escritor

Foi preciso me reencontrar na escrita para que pudesse a ajudar outras pessoas. Eu até já havia até me assumido como escritor.

O mais engraçado é que com o passar do tempo, e ficando mais experiente com a “escrita para internet”, a minha escrita, muitas vezes prescritiva (o que é verdade), como ouvi na minha banca de defesa do doutorado, começou a ajudar outras pessoas.

Como sei disso? As pessoas começaram a me falar, a chegar no meu inbox e até mesmo nos comentários.

Não tem um dia, que eu escreva alguma coisa e não receba um carinho. Já recebi ódio, mas nem gastei minha energia. Não merece palco.

E sabe como eu fico?

Feliz, porque, sem querer, de verdade mesmo, eu estou impactando e inspirando pessoas, principalmente PhDs. Tudo isto, não foi proposital. Adoraria dizer que foi, para mostrar que sou planejado, mas não foi. Mas aprendi, rápido, que isto é um círculo virtuoso.

Eu impactei a vida de fulana. Fulana impactou a vida de beltrano. E por aí vai… Consegue perceber que as coisas acontecem naturalmente?

É uma pirâmide do bem e a única possível, neste momento, já que não posso ir para o Egito, nem o Tchan pode se apresentar. Talkey?

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E como as pessoas ficam?

Desde o meu primeiro artigo por aqui, pude presenciar gente que voltou a escrever depois de me ver produzir conteúdo por aqui. Tenho todos os prints pra provar, viu?

  • Gente que não se preocupava com nada, passou a se preocupar;
  • Gente que cagava pra internet e pras redes sociais, passou a cuidar mais;
  • Gente que considerava a academia, a ciência e a internet, lugares incompatíveis, não consideram mais;
  • Gente que tinha engavetado aquele projeto de divulgação científica e depois de me ler, está voando;
  • Gente que se sentia no limbo da pós graduação e hoje se vê uma pessoa descolada e tá arrasando por aqui;
  • Gente que está construindo sua marca pessoal e em breve, eu sei, estará no emprego dos sonhos;

Eu vi gente, nestes meses conseguir um emprego e vir correndo me contar.

Eu vi gente, viu?

Mas falando sério…

Tenho plena consciência que não fiz nada. É que muitas vezes, a gente só precisa de um empurrão pra voar.

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Foi assim comigo, lá em março, quando eu, não sei como, fui parar numa live de Matheus de Souza e ele fez o #DesafiodoMatheus, no qual os presentes foram desafiados a escrever seu primeiro artigo para o LinkedIn. Lá fui eu, escrever meu primeiro artigo e após fazer o curso de Marketing Pessoal e Produção de Conteúdo no LinkedIn, criei meu próprio site.

Você não imagina a emoção. Meu site, uma coisa que sempre sonhei, desde adolescente, só realizei aos 36 anos de idade.

Não se preocupe com o julgamento alheio

Falar tudo isto, parece fácil. Mas lá atrás, até dar o primeiro enter e publicar o primeiro texto, o medo de ser julgado por todo mundo era imenso. Me paralisava.

O que os colegas do doutorado, antigos professores, colegas do trabalho, amigos da escola, amigos da vida iriam pensar de mim?

Eu já tinha sido julgado antes. E eu recuei.

Confesso ainda ter medo. Enquanto escrevo este artigo, penso: será que estou sendo arrogante? Será que tá de acordo o que estou falando?

Mas parece que, definitivamente, 2020 é o ano que muita gente virou a chavinha.

E a minha, joguei fora!

Longe de mim querer minimizar as dores que temos visto. O que quero falar é que mesmo na dor, ficam lições, não pontos positivos, que fique claro.

E até me perguntei: E se não fosse a pandemia, as coisas seriam diferentes?

Não sei responder.

A junção das experiências e dos mundos

Tive a oportunidade, como poucas pessoas puderam ter, de viver a pressão da academia com a voracidade do mercado ao mesmo tempo. Hoje ainda continuo vivendo com os dois ao mesmo tempo, mas já como doutor, a relação muda, sabe?

A verdade é que eu fui muito sortudo e privilegiado em ter a oportunidade de fazer o mestrado e o doutorado trabalhando, ralando. Mais ainda, trabalhando no mercado mais competitivo do Brasil que é a cidade de São Paulo.

Na época não foi legal, tá? Que fique claro! Toda dia era um tombo diferente.

Atendi empresas que nunca imaginava que iria atender. As empresas mais importantes do país e multinacionais passaram pela minha mão. Tudo isto, enquanto fazia o mestrado e o doutorado. Cheguei a viajar no jatinho de uma delas para visitar fazendas no Mato Grosso.

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Neste espaço eu deveria colocar uma foto minha no tal jatinho, mas não tirei pra fingir costume com a dona da empresa.

Bater metas, cuidar de clientes, escrever nas madrugadas, não por opção, mas por necessidade mesmo. Tudo isto, de 2013, até 2019 foi a minha realidade. Confesso que via muitas pessoas reclamando da rotina nos estudos e eu pensava: reclamando de barriga cheia.

Hoje, trabalhando na estratégia e colocando os conhecimentos adquiridos no doutorado em prática, acho que consegui unir os dois mundos.

Quem é Michelangelo na fila do pão mesmo?

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O fato é que após quase 20 anos de experiêmcia, eu aprendi muitas coisas. Não apenas as hard skills, sabe? O peso das softs skills é imenso e a comunicação está inclusa neste combo!

Ser resiliente, ter paciência, saber a hora de entrar em cena, escolher a briga que vai entrar e tudo isto só foi possível por aprender a me conhecer.

Produzir conteúdo para internet é um jornada de aprendizados

Quando resolvi começar esta jornada, a única certeza era que só poderia falar de coisas que eu vivo e experimento. Já sabia da fama dos caça likes e isto, para um acadêmico, é a morte.

Desde que comecei a produzir conteúdo para internet, principalmente aqui para o LinkedIn, minha vida deu um giro de 360°, novas amizades, ainda que virtuais foram feitas, novas relações estão sendo construídas.

O melhor de tudo, as pessoas me veem como alguém que acrescenta valor às suas vidas, apenas por escrever umas groselhas por aqui.

Além disso, eu percebi que este negócio funcionava, de verdade, quando eu comecei a receber convites para participar de podcasts e lives para falar sobre a minha experiência como profissional, acadêmicos e empreendedor. Até fui chamado para fazer colaborações com outras pessoas aqui. Em breve te conto.

Ah, e mais recentemente, fui chamado para fazer uma PALESTRA sobre o Descomplicando o Academiquês, lá na UNESP. Eu quase caí duro quando a mensagem com o convite chegou. Foi algo tão inesperado, que nem título para a palestra eu tinha.

A minha versão palestrinha tá viva, Brasil! Este momento é nosso.

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Por fim quero dizer, que é sim, possível, sim, criar uma marca pessoal, produzindo conteúdo para internet, sim, se mostrando, falando sem medo do julgamento alheio.

Ao voltar pro começo da jornada, me sinto apto a por a minha missão de COMPARTILHAR APRENDIZADOS em práticaVer minha experiência sendo instrumento de inspiração para outras pessoas é recompensador.

Aqui deixo meu muito obrigado a você por me ler, me acompanhar, me ensinar, me conduzir e me permitir concretizar a minha missão.

E, para finalizar, deixo a pergunta: O que está te impedindo de começar a produzir conteúdo para internet e construir sua marca pessoal?


erivaldocarneiro

Oi, eu sou Erivaldo Carneiro. Se quiser, me chamar de Eri, tá tudo certo. Sou um aspirante a escritor e em breve você poderá me ler em qualquer banca de rua entre carregadores de celular, revistas vencidas e cigarros baratos. Gosto de falar sobre tudo, mas a minha paixão é pela Metodologia Científica. Ela já salvou minha vida. Pode salvar a sua. Também.

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